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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quer Jogar?




Com este livro, em coautoria com Adriana Klisys, fiquei em terceiro lugar no prêmio Jabuti de 2011, na categoria ilustração. Em Curitiba, à venda na livraria do Sesc do Paço, em São Paulo na livraria Cultura e nas unidades do Sesc. Boa leitura!
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domingo, 18 de setembro de 2011

Tipos & Tipas de Juliana Bolini

Terça-feira, dia 27, acontece no ateliê dala stella mais uma terça lúdica, promovida por Adriana Klisys, agora com a escultura sampa-argentina Juliana Bollini, criadora de bonecos encantados. Os adultos interessados em brincar estão mais do que convidados.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sobre os desenhos do livro QUER JOGAR?








































UM

QUER JOGAR? é o segundo conjunto de variações que publico. O primeiro foi BICICLETAS DE MONTREAL. O conjunto temático agora é mais aberto, brinquedos e jogos. Na superfície, é isso, a ilustração de brincadeiras, de crianças brincando, mas nunca o desenho se restringe à narração de uma cena. O que me interessa, depois de satisfazer essa necessidade de compor com o texto uma unidade, é a linha, a vivacidade da linha. E da cor. Linha e cor têm que ser capazes de reinventar o mundo, mas o mais abstratamente possível. O que me interessa é a alegria de desenhar, a alegria que quando desenho é maior que tudo, que todas as demandas.

DOIS

É sempre assim, primeiro satisfaço a demanda, mas no caminho o desenho abre perspectivas e eu me solto nelas. Experimento. Brinco. Desenhar QUER JOGAR? foi uma descoberta, a de que o arco temático pode ser muito aberto, o que costura um a um os desenhos é a personalidade da linha, resultado de um conjunto de procedimentos particulares.

TRÊS

Várias vezes me antecipei, desenhando o que ainda não tinha sido escrito. Isso me permitiu incluir temas particulares, como o desenho da raia bidê. Lembro das painas, do papel de seda, da cola de farinha, mas principalmente da tensão do fio na mão, ao empiná-la no céu azul.

QUATRO

Esse é um livro em contraponto. Há nele duas linhas melódicas que não param de se entrelaçar, o texto e os desenhos. Ora o texto se sobrepõe aos desenhos, ora os desenhos se sobrepõem ao texto, mas sempre atentos um ao movimento do outro. O livro é o resultado dessa dança entre texto e imagem, das sutilizes dessa dança, da desenvoltura com que ela se dá. Várias vezes texto e imagem brincam entre si. O livro está cheio desses pequenos segredos.

CINCO

Os desenhos guardam pequenos segredos, como as referências a desenhistas que admiro. Estão lá os grafismos inspirados em Paul Klee, a linha remendada de George Grosz, o mar desenhado a la Hokusai, o barco imaginário emprestando a linha incisiva de Poty, a desenvoltura limpa do traço de Matisse...

SEIS

Muitos desses desenhos foram feitos em camadas, como acontece frequentemente na pintura. Fui somando materiais, acrílica, lápis de cor, carvão, grafite, colagem, canetas de tinta refletiva, corretivo. O resultado muitas vezes mal podia ser entrevisto no início. Me entreguei ao fluxo, movido pelo prazer de fazer pequenas descobertas, até a descoberta final. Porque um bom desenho é sempre uma descoberta, ou não é um bom desenho.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

quer jogar?

Acaba de sair novo livro nosso, sobre jogos - pela Edições SESCSP. Fiz 96 desenhos para o texto da Adriana. Publico aqui as duas introduções, a dela e a minha.





introdução ao texto


Este é um livro a dois. Dois brincantes, um poeta-artista, que faz as imagens flutuarem ao sabor das lembranças de infância, e uma amante dos jogos, brinquedos, brincadeiras, que se aventura no universo da escrita para compartilhar vivências lúdicas e reflexões vitais a nossa constituição simbólica e subjetiva. Um livro a dois no modo de fazer, desenhar, imaginar, dialogar, mas acompanhado de muitos parceiros, subentendidos nas lembranças e sentidos que o brincar e o jogar nos ofereceram ao longo da vida. Desejamos encontrar ainda muitos outros parceiros de partida, dessa vivência peculiar.

“Quer Jogar?” é um convite que permanece através dos tempos, sempre na boca de criança, é a pergunta que quer parceria, o começo de uma troca. Este livro repete a pergunta incansável e disposta a ouvir um sim. É um início de conversa, um jogo de relembrar a infância e do que dela pode estar vivo na vida adulta. Com suas imagens imprescindíveis para disparar esta prosa, é a forma que encontrei para falar daquilo que povoa meu imaginário, um pouco do que penso e sinto em relação à natureza da vida que levo, de meu trabalho e do dia-a-dia. Procurei propositadamente ressaltar as experiências e deixar os fundamentos nas entrelinhas, um caminho diferente do acadêmico, que me parece, na maioria das vezes, um tanto afastado do lúdico, infelizmente.

Creio que o brincar é uma experiência estética arrebatadora, por isso a idéia de  trazer a essência dela para o livro, casando jogo e arte,  só foi possível com a participação de Carlos,  que de pronto aceitou o desafio de trabalhar a dois, muitas vezes antecipando-se, com seus desenhos, à minha escrita. Durante o processo, lá estava eu invariavelmente falando de uma lembrança lúdica e ele já a transformava em imagem, antes mesmo de eu colocá-la no papel. Isso proporcionou um diálogo de mão dupla em que eu incorporava à minha escrita coisas que estavam presentes no desenho, tornando a experiência mais universal. Outras vezes, Carlos desenhava brincadeiras de seu repertório pessoal, me convidando a olhar e encontrar os mais variados sentidos contidos em cores, gestos e formas que se confundem com as brincadeiras.

Quando comecei a esboçar o livro, queria antes de tudo um presente para a alma, um livro-arte, que pudesse trazer ao leitor as sutilezas da imaginação. Para tanto, precisava de uma parceria que brincasse com os materiais artísticos atento às miudezas e grandezas presentes nas brincadeiras, criando assim imagens-convites a um passeio pela nossa natureza primeira.

Desejo que os leitores e brincantes desfrutem deste diálogo texto-imagem, tanto quanto nós autores destas trocas lúdicas.

Adriana klisys

introdução aos desenhos


Comecei desenhando piões, uma série deles. Os piões que
ganhava da Adriana, tantos e tão diversos como nunca
imaginei; e os da minha infância, que não aprendi a
jogar direito, mas cujo som, de surdo zumbido e silêncio,
encantava meus olhos, também silenciosos no rés do chão.
Depois vieram os jogadores de mancala, um punk soprando
bolhas de sabão, a trama dos barbantes, as cartas, os dados...

Alimentado permanentemente por livros, fotos e tabuleiros,
que foram enchendo tanto o ateliê como minha casa,
passei horas e horas desenhando, entregue ao fluxo desse
processo obsessivo de investigar linha e cor. Pautado por
longas listas ou respondendo a uma lembrança particular
– como no caso das bolinhas de gude e da raia bidê –,
fui desvelando o conjunto temático do livro, e com ele dois
universos contíguos: o dos jogos, e seus mecanismos imprevisíveis,
e o dos desenhos, essa membrana tão suscetível às impressões.
A ligá-los, a agudeza do instante em que tudo pode se
perder, ou ganhar; o relaxamento das miudezas do mundo,
a distensão do eu.

Desenhar para um livro que ainda não estava todo escrito me
permitiu especular nesse estado de vagueza atenta de onde
extraio minha linha. Lá, onde a realidade é apenas pressentida,
onde uma série de operações ocorre, na semiobscuridade,
lá estão os sentidos que me mobilizam e que dão corpo
à minha concentração. Foi graças a essa liberdade, presente da
Adriana, que ao longo de dez meses pude investigar, como
quem brinca, a porção lúdica da natureza tanto dos jogos
como do desenho. E o livro foi surgindo, a dois, como nunca
tinha me acontecido antes.

Carlos Dala Stella

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Terças Lúdicas

Inscrições pelo site http://www.caleido.com.br/

Dia 25 de maio acontece em Curitiba a primeira das TERÇAS LÚDICAS, vivências lúdicas para adultos, projeto de Adriana Klisys, da Caleidoscópio Brincadeira e Arte . Em São Paulo já foram sete eventos, sobre jogos africanos, colagem, brinquedos científicos, adereços de carnaval, bonecos de sucata articulados... Sempre com a presença de um especialista na área, no espaço Crie Futuros.
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A ludicidade é o tema, quaisquer que sejam os materiais usados, por isso o clima descontraído em que os encontros se dão. Muita gente boa tem participado - artistas, enfermeiras, advogados, professores, músicos, estudantes... Brincantes com as mais diversas formações, o que dá à proposta uma abrangência para além do espaço estritamente educacional.

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O tema desse primeiro encontro são algumas brincadeiras e jogos do livro QUER JOGAR?, com textos de Adriana e desenhos meus, a sair pelo SESC SP. E vai acontecer em meu ateliê, como os próximos, sempre com um convidado novo.

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Quem quiser receber o convite com os links para inscrição pode me escrever ou ligar (41 3374 4110). Ou escrever diretamente à Adriana, através do e-mail caleido@caleido.com.br (11 3726 8592). Teremos o maior prazer em recebê-los no dia 25 de maio.



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