Brinquedo
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Gato Sem Nome
camada espessa de silêncio
emudece a manhã.
os significados se foram
apenas os olhos, sonolentos, beijam
com delicado ardor o que vêem.
se ao menos chovesse
a manhã fosse mais longa
o laranja dos hibiscos
incendiasse meu dia.
o sexo em mim avulta
todo desejo e manipulação.
nu, no ateliê, tateio
a superfície sonora do mundo:
relógio, passarinhos, vozes
esses eternos motores.
Poema e desenho de um de meus cadernos de ateliê, usados no livro O Gato sem Nome. Nesses cadernos escrevo e desenho quase diariamente. Iniciei o primeiro quanto tinha 18 anos, escrevendo sobretudo poemas. Hoje são mais de 10 mil páginas. Aos poucos o texto foi dando lugar ao desenho, às colagens, aos recortes. Meus cadernos agora são híbridos. Eles são a expressão de minha indentidade menos arranjada, por isso mais íntima.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
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