domingo, 1 de janeiro de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
ULISSES
primeiro escave a bacia do silêncio
até encontrar um veio d'água
então aguarde à margem que o nível
suba cada vez mais lento
depois atravesse a nado
a vastidão transbordante do nada
até chegar cheio de si do outro lado
finalmente chegaste a ser Ulisses
e o mundo não existiria sem ti.
carlos dala stella
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
4ª exposição de ateliê dala stella
abertura 09 de dezembro às 20h visitação 10 e 11 das 10 às 18h
Av. Toaldo Túlio, 899 Sta Felicidade
A ideia surgiu em Montreal, onde expus pela primeira vez, em 2001, no ateliê sublocado de Pierre Lafleur, a duas quadras do Mont Royal. Funcionou tão bem que repito a dose de dois em dois anos no ateliê de Santa Felicidade. Se cria um clima de proximidade íntima que as galerias raramente conseguem estabelecer entre apreciador, obra e artista. E assim desfrutamos mais do encontro.
abertura 09 de dezembro às 20h visitação 10 e 11 das 10 às 18h
Av. Toaldo Túlio, 899 Sta Felicidade
A ideia surgiu em Montreal, onde expus pela primeira vez, em 2001, no ateliê sublocado de Pierre Lafleur, a duas quadras do Mont Royal. Funcionou tão bem que repito a dose de dois em dois anos no ateliê de Santa Felicidade. Se cria um clima de proximidade íntima que as galerias raramente conseguem estabelecer entre apreciador, obra e artista. E assim desfrutamos mais do encontro.
| óleo sobre tela / 150x80 cm |
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Claire Varin
A canadense Claire Varin é escritora e especialista em Clarice Lispector, além de jornalista e tradutora. Apaixonada pelo Brasil, tem seu nome ligado visceralmente ao da escritora brasileira.
Em 2002 a editora Limiar publicou seu livro Línguas de Fogo, traduzido por Lúcia Peixoto Cherem.
Com esses desenhos de Claire Varin dou continuidade à série de retratos que fui compondo ao longo do tempo. Nela incluo pessoas por quem nutro grande admiração, mais ou menos conhecidas. A ideia é que esse conjunto um dia vire um livro, uma pequena exposição, quem sabe...
Mais e mais os retratos me permitem exercitar uma linha que de outra forma eu não saberia como exprimir. E a linha, uma única linha, guarda possibilidades incomensuráveis de investigação do humano. É uma pena que o desenho, especialmente o desenho de um rosto, tenha se tornado tão obsoleto no período que há décadas chamamos, sem constrangimento algum, de contemporaneidade - como se em outros tempos as pessoas não tivessem sido contemporâneas de si mesmas.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
caderno de ateliê 61 / 17
And now the final frame. Com esta cabeça em dobradura fecho o diário de ateliê 61. No verso desse recorte, na última página, um pequeno poema/aforisma:
POTERE
tu sei al mondo
perchè c'è posto
dice l'uccellaccio
all'uccellino
Inédito de Dala Stella
terça-feira, 4 de outubro de 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
caderno de ateliê 61 / 15
Seria possível continuar desenhando pelo resto da vida. Cada desenho é uma passagem, de um ímpeto para outro ímpeto. No corpo de cada ímpeto, por menor que ele seja, há sempre uma vastidão sem sentido de eternidade. Desenhar é fazer conjeturas e refutações sobre um sentido momentaneamente eleito, para logo em seguida partir para nova tentativa, e assim sucessivamente até que a roda nos pareça redonda o suficiente. Quem vê de fora vê desenhos; quem vê de dentro não vê, sente-se fluxo, entre acidentes pacientemente elaborados ou inesperados. Cada desenho é uma passagem; quando alguém entra, não estamos mais lá, mas alguém vai nos representar.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
caderno de ateliê 61 / 13
E assim esses rostos da última quinta parte do caderno vão se afastando mais e mais dos primeiros, sobras dos recortes para o livro BILHETES PARA WALLACE, de Paulo Venturelli. Quando menos esperava, esse barbudo picasseano sobre azuis de Ianelli. Ainda uma vez lembro de Poty: descarregos, esses recortes são meus descarregos, quando estou de varde, entre uma tela e outra, entre um poema e outro. Como o livro das bicicletas, como o livro dos jogos, volto que volto às variações sobre o mesmo tema. São minhas chaconas - que ofereço aos curiosos que eventualmente passarem por aqui.
sábado, 24 de setembro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
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