sábado, 26 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
no ateliê
Ontem de madrugada abri a fôrma de isopor com a bola esculpida em cimento para o painel de Sto Inácio. Abandonei a primeira tentativa, em madeira, até achar o caminho com o próprio cimento... Essa bola é um brinquedo do menino do painel... Sobre a mesma mesa o caderno de ateliê 44... anotações, recortes... essa floração de objetos heteróclitos, restos de que preciso tanto... A bordadura da bola dialoga com outros momentos do painel, com outros volumes, e guarda lá seus sentidos - intercambiáveis...
domingo, 20 de janeiro de 2013
cardápio 1/aldeia do Beto
Este é o primeiro cardápio da Aldeia do Beto, de um total de 41, em que interfiro diretamente. Primeiro coordenei o projeto gráfico, deixando vazios que preencho a partir de agora, um a um. Tenho 3 prontos. Impressos, vão textos de Clarice Lispector, Omar Khayyam, Fernando Pessoa, Holderlin... Além de desenhos meus, a começar pela serigrafia da capa, sobre tecido. Diretamente sobre os originais, recorto, desenho, escrevo, colo, como se me exercitasse em meus cadernos de ateliê. Até o final de fevereiro quero tê-los prontos. São em média 12 interferências por cardápio. À medida que trabalho, vou fixando página por página. O resultado são peças musicais, cheias de improviso, como no jazz.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Painel Santo Inácio, instalação/4
Parede do Colégio Medianeira, de Curitiba, preparada para receber a chapa calandrada que sustentará o painel de Sto. Inácio. Depois de uma semana de trabalho, dia 14 as placas de concreto começam a subir.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
o perigo da arte patrocinada
“Antigamente, havia o medo de que entre os objetos de arte
houvesse alguns que pudessem corromper, portanto toda arte era proibida. Agora,
existe somente o medo de que se possa ser privado de algum prazer proporcionado
pela arte, portanto toda arte é patrocinada. E eu acho que o segundo erro é
muito maior que o primeiro e que suas consequências são muito mais danosas.”
Leon Tolstoi
terça-feira, 20 de novembro de 2012
sobre o Sentido
1 Que importa se às vezes esperam que contemos uma história? Não apenas um poema, um desenho, ou uma pintura, mas mesmo um painel de cimento tem muito pouco a ver com os fatos, com a história de alguns fatos. O que importa é esse sentido abstrato, que provém das linhas e dos volumes, das cores quando há cor, da modulação das formas - nem por isso menos direto, menos inequívoco. É esse sentido que nasce da matéria animada a única coisa que no final das contas procuramos. É ele a razão de cada um de nossos dias, com um frescor vital, com uma essencialidade gratuita só comparável ao ar, à água, ao amor, às crianças, às árvores...
2 A representação da realidade é tão forte como a corporificação dos objetos. É preciso preservar a todo custo o frescor e a capacidade de alegria que exercitamos sem limite durante a infância. A imaginação não pode ser penalizada pela existência dos objetos, pela unipresença da ralidade. Nossa identidade não passa de um ser de imaginação.
3 Para ser compreendido, o pintor não precisa dizer tudo, ou quase tudo, ao contrário do romancista, por exemplo. Os poetas também são assim, boa parte do sentido que vai em seus poemas é dito de forma vaga, mas não menos assertivamente. E exatamente nisso é que reside a vantagem da pintura, nessa economia de meios - abarcada por um único lance de olhos. Os sentimentos do pintor e do espectador parecem se encontrar de modo mais direto. E quantos sentidos germinam no subsolo desse encontro!
4 Por trás de algumas telas - e mesmo de alguns desenhos - há dezenas de horas de reflexão. Isso quando não vai nelas toda uma vida de impressões meditativas.
5 Romero Brito é um pastiche de Leger, uma simplificação pop até o nível mais baixo de indigência, e por isso mesmo cada vez mais acessível a essa mediocridade desenvolta e colorida que esvazia o mundo de todos os sentidos.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Alice Yamamura
Alice, hoje tomando chá lembrei de você. Chá vermelho no covo da cerâmica preta. Tão bom ver o pouco de luz lá no fundo, o reflexo de uma lembraça, teus corações vermelhos. Tão quente nas mãos, a forma irregular do copo, rugosa. Tão viva tua matéria, feita de silêncio e sutilezas. Hoje, Alice, tomando chá conversei com você.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
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