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quarta-feira, 4 de abril de 2012

domingo, 18 de março de 2012

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

4 gatos ao sol


Insisto com esses gatos, não sei porque; eles insistem em mim. A janela se reduziu a persianas estilizadas, o verde de tantas janelas antigas, as flores-luminárias, esse ar distendido, alheio ao corre-corre, o silêncio... Sobretudo o silêncio, esse silêncio metafísico que reduz as almas ao seu nó vital, no interior do corpo, no interior das casas, entregues ao doce desamparo do mundo. Silêncio ao rés-do-chão, quente, que distende mais do que constrange. Que não serve para nada, num mundo cada vez mais cheio de ruídos, de funções, de processos, de atividade frenética e insessante. Esses gatos são minha porção animal mandando à merda a civilização em mim, em você também.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

gatos e flores na janela



Há pelo menos 3 meses venho trabalhando com esse tema, que nasceu de uma colagem, ao acaso, sem premeditação alguma. E as variações foram se desdobrando, em óleo, carvão, lápis de cor, grafite, pastel... Um amigo fez menção à doçura do tema. Fiquei pensando nisso, em como me deixo levar pelo que faço, e em como sou escolhido pelo tema. Só mais tarde, muitas vezes com a ajuda do olhar de alguém, me dou conta em que terreno ando metido. Doçura, leveza, essas são as matrizes desse conjunto composto prosaicamente por gatos, flores e janela. Gostaria muito de levar esse tema para um painel de cimento e vidro. Quem sabe. E de onde vem esse aconchego íntimo ao sol da tarde, quem sabe? Do tormento que me vai dentro?





segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Caderno 41 / Gatos no ateliê



Intuição

O mundo está cada vez mais cheio de arquivistas, para quem a intuição não passa do reflexo do reflexo de um sonho nunca sonhado, no espelho de uma ilusão.


Viver desarticula

Precisamos urgentemente desarmar esse desejo de arquivar, catalogar, orgazinar bancos de dados, centrais, portais; viver é mais simples, viver desarticula, viver é o suficiente, e quando não - estamos ainda mais vivos, no olho caótico do furacão, vivendo em elevada potência. Precisamos urgentemente tirar os sentidos do mundo, vivemos tempos de saturação, de excesso de lugar-comum.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

flores e gatos na janela



Flores e gatos na janela
lápis de cor sobre papel
40x30cm

Robert encomendou um desenho para presentear Bea, ambos amigos queridos. Fiz com redobrado prazer, agora um versão com lápis de cor dos gatos e flores à janela que venho desenhando há dois meses. Nessa variação, aparece um terceiro gato, ou a sombra de um deles, de ponta cabeça. Tenho no ateliê uma terceira tela, esboçada na noite passada, com os mesmos gatos, só que agora as flores são copos de leite musicais. Com esse conjunto volto ao coração da cor. O tema é um nada, um pretexto, como tantas vezes antes, para carpir as mesmas perguntas, na expectativa que helicônias azuis floresçam em nosso jardim.

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