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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vida longa à Aldeia do Beto



Renasce o espaço de gastronomia e cultura mais vivo da cidade de Curitiba. Depois de quase 13 anos injetando cultura de primeira nas veias da cidade, o restaurateur Robert Amorim inova rebatizando seu espaço, no Alto da XV, com o nome de Aldeia do Beto.

Mas isso é apenas a comissão de frente de uma série de intervenções culturais que vão surgindo como desdobramento de antigos carnavais. Animam a Aldeia, os desejos e inquietações de alguém que há mais de uma década desenha um caminho alternativo de incentivo à cultura. Um caminho cheio de riscos, mas por isso mesmo mais rico, belo e diverso do que o adotado pelas políticas oficiais de incentivo à cultura.

O Original Beto Batata, a crisálida que cumpriu um ciclo de mais de 12 anos, renasce no mês de março como Aldeia do Beto, com todo esplendor leve e solto de uma borboleta. Assim com naturalidade, como quem diz aos ares a que veio. 

Vida longa e intensa à nossa nova aldeia, a Aldeia do Beto!
  

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Grito e O Riso

(clique na imagem para ampliá-la)

Esta é mais um dos exercícios de meus cadernos de ateliê, feito a partir de um dos tantos convites de exposições que recebo. Se não me engano era uma exposição de Franz Krajcberg.
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Esses convites, que vão se acumulando pela casa e pelo ateliê, eu os vejo com intenção dupla: como matéria para colagens e como fonte de riso, já que a maioria deles vem acompanhada de textos os mais idiotas possíveis.
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Toda vez que leio textos de convites e catálogos, me pergunto como poderá tanta tolice ter se concentrado em torno do mundo das artes, especialmente das artes plásticas. Quando não são os especialistas, são os próprios artistas que disparam frases sem sentido para todos os lados, animados quase sempre pela crença fanática no sempiterno Conceito.
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O que me surpreende é o esforço enorme, visível em cada torneiro de frase, para conceber um texto tão vazio de significado, tão oco, tão nulo. Como não rir quando o autor dessas obras primas, além de expor publicamente seu nome, acrescenta a associação internacional de críticos de arte da qual faz parte, ou os prêmios que eventualmente tenha ganho, ou os cargos que exerceu?
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Prefiro mil vezes a pobreza desamparada da obra por si mesma.
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