sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PRAXILA

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DEIXO A BELÍSSIMA LUZ DO SOL


Deixo a belíssima luz do sol
e as estrelas brilhantes e o semblante branco da lua,
e as melancias maduras e as maçãs e as peras.



LASCIO LA LUCE BELLISSIMA DEL SOLE


Lascio la luce bellissima del sole
e le stelle splendenti e il sembiante della luna,
e i cocomeri maturi e le mele e le pere.


Tradução a partir de versão italiana de Salvatore Quasimodo.

domingo, 2 de outubro de 2011

PALESTRA 1: POESIA E PINTURA


Apesar de constituírem linguagens distintas, em diversos momentos da história poesia e pintura andaram e andam de mãos dadas, tanto no oriente como no ocidente. Procedimentos como o claro-escuro, a colagem e o grafismo são utilizados frequentemente por poetas e pintores, desde Su Shi (1037 - 1101), o pintor literato, até o poeta desenhista belga Henri Michaux, ou o poeta chileno Óscar Hahn. Comentar a obra de alguns poetas-pintores, ou pintores-poetas, bem como os procedimentos comuns às duas artes, é o tema principal dessa palestra.

DURAÇÃO: 90 minutos, em média.
                   fone 41 33744110

Palestras

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Divulgo aqui três palestras que apresentei antes a um público específico e que agora ofereço ao público de um modo geral.

  1. Poesia e Pintura
  2. Pintura e Violência
  3. A Leitura como constituidora de Identidade

PALESTRA 2: PINTURA E VIOLÊNCIA, uma representação pictórica da violência


Do espanhol Goya ao gaúcho Iberê Camargo, o violência foi recorrentemente representada em quadros e desenhos. Analisar como essa representação se dá, quais os procedimentos técnicos empregados pelos artistas e qual o alcance estético de seu engajamento são os objetivos dessa palestra. Sem deixar de discutir a violência moral que subjaz à obra de alguns artistas brasileiros e estrangeiros.

DURAÇÃO: 90 minutos, em média
                   fone 41 33744110

PALESTRA 3: A LEITURA COMO CONSTITUIDORA DE IDENTIDADE


Ler é uma peça-chave para a constituição da identidade. Ler constitui identidade. Ou seja, é via linguagem que tomamos consciência da identidade em processo que somos. Só essa percepção já bastaria para nos incitar à leitura, mas há ainda um outro atrativo: o prazer com o qual experimentamos essa percepção, um prazer que nos dá liberdade e poder – não o poder decorrente da riqueza, nem a liberdade advinda da fama. Analisar como a leitura de textos literários constitui nossa identidade é o tema principal dessa palestra.

DURAÇÃO: 90 minutos, em média.
                   fone 41 33744110

domingo, 18 de setembro de 2011

Tipos & Tipas de Juliana Bolini

Terça-feira, dia 27, acontece no ateliê dala stella mais uma terça lúdica, promovida por Adriana Klisys, agora com a escultura sampa-argentina Juliana Bollini, criadora de bonecos encantados. Os adultos interessados em brincar estão mais do que convidados.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

caligrafia noturna

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Desenhos feitos com uma câmera digital, usando a lua cheia e a luz de um poste como mina, no começo da noite desta seguna-feira, na varandinha do ateliê. Ao invés do lápis a câmera, no lugar da mina de grafite a luz da lua e a de um poste. As digitais permitem essas garatujas, como se estivéssemos começando aprender a escrever.
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Caderno 41 / Gatos no ateliê



Intuição

O mundo está cada vez mais cheio de arquivistas, para quem a intuição não passa do reflexo do reflexo de um sonho nunca sonhado, no espelho de uma ilusão.


Viver desarticula

Precisamos urgentemente desarmar esse desejo de arquivar, catalogar, orgazinar bancos de dados, centrais, portais; viver é mais simples, viver desarticula, viver é o suficiente, e quando não - estamos ainda mais vivos, no olho caótico do furacão, vivendo em elevada potência. Precisamos urgentemente tirar os sentidos do mundo, vivemos tempos de saturação, de excesso de lugar-comum.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sobre os desenhos do livro QUER JOGAR?








































UM

QUER JOGAR? é o segundo conjunto de variações que publico. O primeiro foi BICICLETAS DE MONTREAL. O conjunto temático agora é mais aberto, brinquedos e jogos. Na superfície, é isso, a ilustração de brincadeiras, de crianças brincando, mas nunca o desenho se restringe à narração de uma cena. O que me interessa, depois de satisfazer essa necessidade de compor com o texto uma unidade, é a linha, a vivacidade da linha. E da cor. Linha e cor têm que ser capazes de reinventar o mundo, mas o mais abstratamente possível. O que me interessa é a alegria de desenhar, a alegria que quando desenho é maior que tudo, que todas as demandas.

DOIS

É sempre assim, primeiro satisfaço a demanda, mas no caminho o desenho abre perspectivas e eu me solto nelas. Experimento. Brinco. Desenhar QUER JOGAR? foi uma descoberta, a de que o arco temático pode ser muito aberto, o que costura um a um os desenhos é a personalidade da linha, resultado de um conjunto de procedimentos particulares.

TRÊS

Várias vezes me antecipei, desenhando o que ainda não tinha sido escrito. Isso me permitiu incluir temas particulares, como o desenho da raia bidê. Lembro das painas, do papel de seda, da cola de farinha, mas principalmente da tensão do fio na mão, ao empiná-la no céu azul.

QUATRO

Esse é um livro em contraponto. Há nele duas linhas melódicas que não param de se entrelaçar, o texto e os desenhos. Ora o texto se sobrepõe aos desenhos, ora os desenhos se sobrepõem ao texto, mas sempre atentos um ao movimento do outro. O livro é o resultado dessa dança entre texto e imagem, das sutilizes dessa dança, da desenvoltura com que ela se dá. Várias vezes texto e imagem brincam entre si. O livro está cheio desses pequenos segredos.

CINCO

Os desenhos guardam pequenos segredos, como as referências a desenhistas que admiro. Estão lá os grafismos inspirados em Paul Klee, a linha remendada de George Grosz, o mar desenhado a la Hokusai, o barco imaginário emprestando a linha incisiva de Poty, a desenvoltura limpa do traço de Matisse...

SEIS

Muitos desses desenhos foram feitos em camadas, como acontece frequentemente na pintura. Fui somando materiais, acrílica, lápis de cor, carvão, grafite, colagem, canetas de tinta refletiva, corretivo. O resultado muitas vezes mal podia ser entrevisto no início. Me entreguei ao fluxo, movido pelo prazer de fazer pequenas descobertas, até a descoberta final. Porque um bom desenho é sempre uma descoberta, ou não é um bom desenho.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

lançamento/Curitiba QUER JOGAR?


RELEASE – QUER JOGAR? Livro de arte e jogo dedicado a todos aqueles que optam por não esquecer as origens, a substância lúdica presente em nossas vidas. 
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Título: Quer jogar?
Autora do texto: Adriana Klisys
Autor dos desenhos: Carlos Dala Stella
Número de páginas: 190
Formato:  28,5 x 29 cm
Preço: R$ 99,00
ISBN: 978-85-98112-98-5


Quer jogar?, lançamento das Edições SESC SP, é um livro de jogos e brincadeiras. Nele Adriana Klisys apresenta curiosidades sobre jogos tão diversos no tempo e no espaço como o Jogo da Onça e o Mancala, tão inusitados como o Fan-Tan e o Chung Toi, tão vivazes como jogar Pião e tão sutis como soprar Bolhas de Sabão. A autora discute desde jogos consagrados, chegando em alguns casos a seu desdobramento contemporâneo, até os mais recentes, tudo permeado ora pela reflexão mais aguda, ora por um tom francamente poético, inspirado nas lembranças da infância.
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Quer jogar? é um livro para o deleite de todos, ele expressa as percepções mais íntimas da autora sobre a relação entre brincadeira e arte, principalmente seu interesse pelos meandros do lúdico. O livro apresenta e discute dezenas de jogos do mundo todo, mas também aqueles que se armam improvisadamente no dia-a-dia, na rua, em casa ou na escola – e que vão constituindo delicadamente o subsolo da sensibilidade estética. 

Mas Quer jogar? é também um livro de arte, graças à parceria com o poeta-pintor Carlos Dala Stella, que realizou 96 desenhos, colagens e recortes inspirados pelo mesmo desejo de apreender o lúdico, seja representando jogos ou brincadeiras, sempre preocupado com a vivacidade da linha. Quanto às técnicas, essas imagens-convite exploram um arco ainda mais diversificado do que o de Bicicletas de Montreal, um de seus livros, indo do figurativo mais poético à abstração mais lúdica.

 A relação dos desenhos com a prosa vai muito além da mera ilustração. Tanto texto como imagem guardam a autonomia que caracteriza cada uma dessas linguagens. Exatamente por isso ambos constroem juntos um diálogo em uníssono, antecipando-se ora um ora outro no desdobramento daquilo que corresponde à substância lúdica na vida adulta.

O resultado é um livro híbrido, tanto de estudo como de deleite, de evocação e reflexão, belo e instigante. É essa ambivalência que faz de Quer jogar? um livro cuja complexidade está ao alcance da sensibilidade de todas as idades.
Sobre a autora dos  textos: Adriana Klisys é formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, consultora em educação e cultura lúdica, é idealizadora das Terças Lúdicas, vivências criativas e estéticas para adultos . É autora de jogos e livros, entre eles Ciência, Arte e Jogo, pela Peirópolis. http://www.caleido.com.br/

Sobre o autor dos desenhos – Carlos Dala Stella é pintor e poeta. Formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná. Trabalha com diversas técncias, como pintura e desenho, jato de areia sobre vidro e painéis de cimento. O diálogo entre artes plásticas e escrita é uma das principais características de seu trabalho. É autor de alguns livros, entre eles Bicicletas de Montreal e O Gato sem Nome.
http://www.dalastella.blogspot.com/