domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Bicicletinha
quinta-feira, 11 de março de 2010
Variações Negras
Esse conjunto de 50 telas, trabalhei nele durante 4 anos. Duas foram as inspirações indiretas: Oswald Goeldi e Variações Goldberg, de J.S.Bach. Na ocasião, visitei o Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro e a Biblioteca Nacional, que possui em seu acervo de iconografia um conjunto maravilhoso de gravuras e tacos de Goeldi. Parte das telas foi exposta e vendida em Montreal, parte por aqui mesmo. Metade do conjunto continua comigo. Ainda não desisti do sonho de fazer um livro delas, além de expô-las. Elas externam minha crença, e minha alegria, nesse exercício que acabou sendo chamado durante os tempos de variações. Foi isso que fiz aqui, como fiz depois com o conjunto de grafismos de bicicletas. E mais recentemente com o conjunto sobre jogos e brincadeiras - no livro Quer Jogar?
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domingo, 7 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Sobre relógios e nuvens
Relógios são nuvens, basta deslocar nosso olhar da régua mediana que estabelece os significados convencionais da vida em sociedade.
Muito de perto, desmontados ou não, relógios podem se transformar em volumes esculturais, ricos da imprecisão que atribuímos às nuvens. Muito de longe, eles se reduzem a uma roda, um círculo, um ponto, e portanto podem fazer parte de um novo discurso, igualmente impreciso.
Hélio Leites, quase sempre, vê abaixo da escala mediana, microscopicamente. Vik Muniz, em várias de suas séries, vê o macro, acima da medianidade. Esse deslocamento alarga o horizonte humano, antes de mais nada por puro prazer. Deslocar, pôr em movimento, produz também significado.
Nuvens, sob um olhar deslocado, podem guardar a precisão dos relógios. Físicos buscam essa precisão, ainda que momentânea, embora ainda não a tenham encontrado. Artistas vivem desse deslocamento, ora em direção ao micro, ora ao macro. Não nos contentamos nunca com o lugar comum. Respiramos fluidez.
Ao recortar uma nuvem no papel, ela se geometriza inesperadamente. Foi o que fiz no livro O gato sem nome, no poema gráfico Duas almas se encontram numa nuvem.
É sempre numa nuvem que duas almas se encontram. Nunca na precisão. Mesmo nos momentos mais pragmáticos dos encontros, se é possível dizer assim, o que se dá nasce de uma vagueza e de um esgarçamento só comparáveis às nuvens, vistas desse nosso olhar quase sempre medianamente humano. Quanto aos desencontros, eles se dão num céu carregado de nuvens.
terça-feira, 2 de março de 2010
De relógios e nuvens são feitos os desenhos
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mulher-pomba com violão
Morro de medo que a música me falsifique, tanto ela afetiva minha cognição. Sem música eu estaria meio morto, meio vivo. E entre todos os instrumentos, o violão é o que troca confidências comigo. Sem que eu me aperceba, ele sussurra segredos que fazem sorrir o coração, ou doer fundo n'alma.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Templo Zu Lai
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Gabriel sonhando
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
entrevista no ateliê
- a publicação do livro Quer Jogar?, pelo SESC SP
- a exposição de telas e fotografias, na ARTE APLICADA
- os desenhos para o segundo volume do livro BRINCA CIÊNCIA
- e o livro CEGOS como EU, de poemas, fotos e desenhos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
recortes
Atacar o papel com o estilete, sem estudo, camada a camada, compondo harmonias abstratas, é uma das maiores alegrias de minhas mãos. Frequentemente edito o recorte, refazendo a ordem das lâminas; com esse jogo aprofundo a busca por certo rigor, além de extrair dele prazer e permitir que atue a mão deificada do acaso.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Dados
chung toi
Do livro inédito Quer jogar?, em co-autoria com a arte-educadora Adriana Klisys, a ser publicado pelo SESC SP. Foto de Joel Rocha.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
José Castello
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A casa da amoreira
domingo, 17 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Paisagem
Frequentemente uma paisagem pode ser reduzida ao esqueleto estrutural que a sustenta. Com esse desenho reduzi uma de minhas paisagens ao essencial, a essa ossatura de passarinho. Embora alguns elementos tenham ficado de fora, essa variação em nanquim da tela caminha em direção à rarefação do contexto - tema que tem despertado meu interesse há anos. Tanto no desenho como na poesia, quanto mais se tira, mais denso fica o núcleo.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Tudo o que voa
Nanquim
Explorar o mesmo tema com materiais e técnicas diferentes é um prazer para a cognição. Aquilo que a colagem diz, o desenho não pode dizê-lo. A primeira é rica em associações, a segunda em rarefação e delicadeza. Respira-se menos com o desenho, mas mais essencialmente. A colagem é um jogo. A força que uma tela pode expressar, sua densidade material, como dizê-la com a fotografia. A fotografia traz o mundo para a epiderme. E o prazer de tocá-la, com os olhos, em tudo é diverso do prazer de tocar, ainda com os olhos, a materialidade de uma tela. Percorrer esse trajeto, investigando o mesmo tema, é uma de minhas alegrias. Desejaria que ele fosse capaz de dizer o que eu não.

