quinta-feira, 24 de março de 2011
Óscar Hahn 2
quarta-feira, 23 de março de 2011
+ 2 Variações Negras
160x114cm
terça-feira, 22 de março de 2011
Figura japonesa com pinheiros
rio abaixo
r.
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em meio à correnteza
murmurantes florações de pedra
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nó de raízes na barranca
a ponta dos dedos n’água
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chifres lunares afloram à superfície
uma manada atravessa o vau
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no céu uma garça branca
gibóia no galho da secóia
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entre peixes e seixos
a líquida membrana do sol
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silêncio no topo do arvoredo
a elocução do remo rio abaixo
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do livro O caçador de vaga-lumes (1998)
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domingo, 20 de março de 2011
Redes Sociais
A hesitação, a ponderação e a delicadeza é que nos tornam mais humanos, não a redução vertiginosa das distâncias graças à tecnificação. A proximidade virtual, através da internet e das redes sociais, mais afasta do que une, porque reforça nossa interioridade, como se ela não fosse feita de fraturas, ao invés de expô-la à intempérie e ao amor do outro - o outro feito de carne, ossos e sonhos.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Óscar Hahn
sábado, 12 de março de 2011
A casa ao pé do penhasco
![]() |
| Tao-chi (1641-1717): A Man in a House beneath a Cliff |
sexta-feira, 11 de março de 2011
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Leio cada vez menos
cada vez mais devagar.
Leio como caminho,
lentamente.
Uma larva atravessando a floresta negra das letras
na intimidade úmida da terra.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Seis copos de leite perfumam o ateliê à noite
domingo, 20 de fevereiro de 2011
espanto 1
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
inveja da ameixeira
O beija-flor fez seu ninho
sobre a folha da ameixeira.
A folha nasce diretamente do tronco
que não tem mais de um metro de altura
e nenhum galho ainda.
Do ateliê vejo o ninho de algodão
o branco pontuando o verde do mato.
No côncavo, dois ovinhos de pedra – disse o menino
polidas uma na outra.
Por que tão baixo, tão perto do chão?
Por que tão à vista dos sagüis e do cão?
Mas quem sou eu para questionar
a sabedoria do beija-flor
– tão mais leve e delicada do que podemos supor.
Sinto é inveja da ameixeira,
tão novinha ainda, pouco mais que um broto
mesmo assim a escolhida
no bosque de araucárias e bambus.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Casal Enamorado
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
+ 2 grafites do Chile
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
beijo no museu
Esses desenhos, fiz centenas deles, sempre com nanquim. Mas nessa hora da noite, com esse silêncio úmido de chuva, depois de tanto tempo, que sentido eles fazem? Fiquei cego para o que não seja a epiderme de algodão do papel, o cheiro do nanquim entrando pelas narinas. E, com os olhos fechados, não compreendo mais nada, embora descanse, tranquilo, bastante tranquilo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sobre o sentido
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alegria alegria
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
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CASAL ENAMORADO
(homem flauta e mulher alaúde)
vidro jateado e óleo sobre tela
88x88cm
R$ 4.100,00
(com moldura)
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O cimento e o vidro andam juntos na arquitetura desde o modernismo, com a invenção do concreto armado. Mas não nas artes plásticas. A durabilidade do cimento, com suas qualidades estruturais, quase sempre se sobrepõe à fragilidade do vidro. A consequência é essa cisão de dois materiais tão estreitamente aparentados.
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Provavelmente isso se deva, ainda que não exclusivamente, às características intrínsecas do vidro, como a transparência e a fragilidade. É como se preferíssemos empregá-lo nos vitrais a fazer dele outros usos. Soldar uma peça de cimento numa placa de vidro impõe uma série de dificuldades técnicas não resolvida pela arquitetura, embora os materiais desenvolvidos pela construção civil possam ser usados para isso. Dilatação, flexibilidade e tensão estrutural são três dessas dificuldades.
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Mas mesmo o uso do vidro jateado, essa modalidade menos artesanal da gravura, vai pouco além da mera função decorativa. É como se o olhar sobre esse material fosse quase sempre conservador. Longe ou próximo do uso que dele sempre se fez, há uma dificuldade enorme em aliá-lo a outros materiais, especialmente ao cimento, mas também ao desenho, à tela, à colagem.
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Meio que ao acaso, munido de uma enorme curiosidade, foi essa costura que me ocorreu, incialmente com três painéis de cimento e vidro, que chamei de grafismos, inspirados numa série de abstrações quase caligráficas, feitas com nanquim. Três paineis surgidos de um sonho. Só depois é que empreguei simultaneamente vidro jateado, cimento e tela. Até chegar, fazendo o caminho de volta, ao vidro jateado e colagem, ou vidro jateado e desenho. Há um mundo a explorar aí.
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Esse casal enamorado acima, jateado no vidro, nasceu há anos. A tela preta que aparece por trás está montada a 8 cm do vidro, formando uma pequena caixa. Dois outros vidros foram jateados antes, retangulares, com as figuras separadas. E instalados na casa de um casal de clientes, como pequenas janelas. Entre ambos, a tela de um de meus Ícaros, em cujo corpo inscrevi parte do poema A Torre, de W. B. Yeats. .
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Esse diálogo em camadas, separadas por um vazio, ele não é novidade. Intuíam isso os gravuristas chineses, trabalhando em matrizes novas para cada cor. Embora o resultado da impressão compactasse cada um dos fragmentos do desenho, feitos em tacos separados, dando-lhes unidade, sempre pressenti entre essas camadas, lâminas de vazio. Meu coração gosta de pensar que é nesses vazios que gravitam os sentidos.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Nona Isa
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Alugo Palavras
Alfredo Volpi
Trago pra cá mais um desenho da série Retratos. Fiz esse Volpi em 1989, mas o original se perdeu, ou anda por aí, onde não sei. Fotografei uma fotocópia guardada numa caixa de desenhos antigos. Sob os olhos, no original, as bandeirinhas eram coloridas. Usei nanquim, com bico de pena.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
1ª EXPO DE ATELIÊ
Convido amigos, clientes e público de um modo geral para minha primeira EXPOSIÇÃO DE ATELIÊ em Curitiba. Em 2001 fiz o mesmo em Montreal e fiquei encantado com o resultado, com os encontros, com as trocas. Abro as portas do ateliê em pleno funcionamento, lá estão as telas em andamento, os esboços, os projetos e as obras acabadas, em vidro, cimento, óleo, acrílica... a maioria destas com 30% de desconto.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
piano
Este trabalho foi feito feito com óleo sobre mdf, mais colagem com fotografias de minha série Variações Negras, nanquim preto e vermelho e lápis de cor. Cada vez mais misturo óleo e materiais gráficos, mesmo em telas de grande formato.
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Com esses desenhos e telas dou continuidade à minha série de trabalhos sobre instrumentos musicais. Cada instrumento é tema de dezenas de variações. Ela foi me ocorrendo aos poucos, especialmente depois que instalei um enorme painel de vidro e cimento em uma residência da cidade, em 2005, incluídos alguns jatos de areia sobre vidro. No futuro, gostaria de reunir esses conjuntos em um livro, inicialmente dedicado a instrumentos de corda.

